quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

domingo, 26 de dezembro de 2010

£eLIZ ²0¹¹


joGOS TEAtrais

Estes são meus registros pessoais dos Jogos Teatrais ministrados pela profª Dra. Dirce Helena Benevides no curso de especialização em Linguagens da Arte da USP.


Os jogos aqui descritos, são apenas algumas sugestões de como nós, arte educadores, podemos trabalhar esta linguagem em nossos grupos, considerando as devidas adaptações para contemplarmos suas especificidades, contribuindo assim para uma prática teatral inclusiva.



JOGO - MEMÓRIA DO LUGAR

Foco: Relação entre corpo/ espaço.
Relação e Memorização do local, pose e som.

Descrição: Os alunos devem caminhar pelo espaço aleatoriamente, explorando-o. Após um determinado tempo, todos são novamente orientados à explorar os planos (alto, médio e baixo) criando novas possibilidades para o “andar”. Foram marcados durante esta fase do exercício cinco pontos, no qual todos deveriam parar conforme a orientação da professora, criando uma pose para cada ponto e memorizando o local específico da sala em que estava, assim como os demais colegas que compartilhavam seu entorno.
Depois da memorização dos cinco pontos, conforme as orientações da professora, os alunos deveriam voltar as suas poses e locais e agregarem à pose um som diferente. Assim, para a conclusão do jogo, pequenos grupos de alunos apresentaram aos demais, os lugares e as respectivas poses e sons, ao serem orientados pela professora em qual ponto aleatório deveriam retornar.

Instrução: - Observem o espaço.
- Olhem as pessoas ao redor.
- Utilizem os planos.
- Parem! Esta é sua pose nº 01. (repete-se até a pose 05)
- Observem quem está à sua volta. Como estão? (repete-se até a pose 05)
- Andem aleatoriamente.
- Voltem à pose nº 01 e agreguem um som à ela. (repete-se aleatoriamente até a pose nº 05)

Avaliação: Podemos perceber o quanto facilita a técnica de memorização quando agregadas à referências do espaço físico e das pessoas que compartilham a cena. Mas para isso exige o treino da sensibilidade para podermos enxergar estas peculiaridades.


JOGO – PALMA COM NOME

Foco: Comunicação com o olhar.
Interagir com o grupo e memorizar o nome das pessoas.

Descrição: Formaram grupos que foram orientados a olhar para uma determinada pessoa e passar a palma (como se fosse uma bola), falando seu nome. Após alguns minutos, quando todos puderam passar a palma e se apresentado, o jogo foi alternado para ao passar a palma dizer o nome da pessoa que está recebendo.

Instrução: - Olhe nos olhos da pessoa.
- Atenção para receber a palma do colega.
- Mais rápido.
- Para quem você está passando a palma?

Avaliação: Este jogo aconteceu em um momento muito bom, já que a turma ainda não estava integrada e muitos não sabiam o nome dos colegas. Também foi uma oportunidade boa para olharmos os olhos dos colegas e com isso facilitar a comunicação.



JOGO – ESPELHO

Foco: Olhar, atenção e tempo ritmo.


Descrição: Em duplas, uma pessoa comanda os movimentos e a outra reproduz sincronicamente, como se fosse um espelho. Após um determinado tempo, as duplas invertem os papéis.


Instrução: - Olhe nos olhos do colega.
- Observem o tempo da ação/ reprodução.
- Atenção nos movimentos.


Avaliação: Jogo muito interessante, visto que a reprodução muitas vezes não é do jeito que imaginamos, precisamos de um olhar mais atencioso para quebrarmos alguns conceitos, como por exemplo “o meu lado direitos, não é o lado direito da minha imagem reproduzida, e sim o esquerdo”.


JOGO – ONDE?

Foco: Comunicar o “Onde” sem linguagem oral.


Descrição: Foram formados grupos que tinham que improvisar uma ação, sem linguagem falada, comunicando onde estavam.


Instrução: - Onde vocês estão?
- O que estão fazendo?
- Concentrem-se!


Avaliação: Muito interessante criarmos novas possibilidades de comunicação, muitas vezes não conseguimos corporalmente transmitirmos o que realmente queremos e também exploramos o universo criativo do espectador.


JOGO – PALMA COM NOME

Foco: Comunicação com o olhar.
Interagir com o grupo e memorizar o nome das pessoas.


Descrição: Formaram grupos que foram orientados a olhar para uma determinada pessoa e passar a palma (como se fosse uma bola), falando seu nome. Após alguns minutos, quando todos puderam passar a palma e se apresentado, o jogo foi alternado para ao passar a palma dizer o nome da pessoa que está recebendo.


Instrução: - Olhe nos olhos da pessoa.
- Atenção para receber a palma do colega.
- Mais rápido.
- Para quem você está passando a palma?


Avaliação: Este jogo aconteceu em um momento muito bom, já que a turma ainda não estava integrada e muitos não sabiam o nome dos colegas. Também foi uma oportunidade boa para olharmos os olhos dos colegas e com isso facilitar a comunicação.



JOGO – O QUE ESTAMOS FAZENDO?

Foco: Comunicar uma ação utilizando a blablação ou sons.


Descrição: A turma foi dividida em grupos, cada grupo tinha que comunicar uma ação/ situação sem linguagem tradicional, criando um som ou através da técnica da blablação, após a cena os espectadores comentavam sobre a ação proposta pelo grupo.


Instrução: - Concentrem-se na ação.
- Quem são vocês?
- Onde estão?
- O que estão fazendo?


Avaliação: Este jogo foi muito relevante para a compreensão da importância do diálogo que deve existir entre público e atores (principalmente na sala de aula), visto que a interação entre ambos permite novas possibilidades criativas.


JOGO – FOCO EM GRUPO

Foco: Alternar o foco entre os grupos. Estimular a percepção.


Descrição: A turma foi orientada à caminhar pelo espaço. Após um breve aquecimento, andando, as pessoas se juntavam em duplas para conversarem, depois juntaram-se em trios, logo após o grupo crescia até restarem apenas dois grandes grupos.
Cada grupo ficou em uma extremidade da sala e deveriam manter um diálogo “interno”, cuidando para alternarem o foco entre eles, ou seja, quando um grupo estava em foco, o outro tinha que perceber em qual momento entraria para “tomar” o foco do outro.


Instrução: - Onde está o foco?
- Mantenham um diálogo!
- Fale mais alto!
- Não perca o foco!
- Alguém toma o foco!


Avaliação: Um jogo muito interessante para criar a percepção grupal, a cumplicidade entre as pessoas durante a ação.



JOGO – NÃO DEIXE A BOLA CAIR

Foco: Atenção, percepção grupal.


Descrição: A turma, andando pelo espaço aleatoriamente, deverá passar uma bola sem deixá-la cair no chão. A pessoa que pegar a bola deverá jogar de costas a bola para o grupo, caso a bola caia no chão todos devem paralisar do jeito que estiverem. Durante o jogo, todos são orientados a utilizarem-se dos planos e diferentes formas de andar. Se a bola cair no chão e alguém continuar se mexendo, esta pessoa sairá do jogo e ajudará à observar as demais pessoas que se mexem quando o jogo está paralisado.


Instrução: - Passe a bola!
- Andem mais rápido!
- Vamos, jogue a bola!
- Utilizem-se dos planos!
- Atenção, não deixem a bola cair!


Avaliação: Este jogo contribuiu muito para a percepção do funcionamento do grupo, após um determinado tempo de jogo, podemos perceber o tempo ritmo que pulsa no grupo. O olhar facilita muito essa comunicação.



JOGO – FOCO DUPLO EM CENA

Foco: Atenção e percepção dos focos existentes em uma única cena.


Descrição: A turma foi dividida em grupos, cada grupo deveria criar uma cena dividida em dois momentos que aconteciam simultaneamente e com isso estabelecerem os momentos específicos para que os focos alternassem entre as ações.


Instrução: - Passa o foco!
- Não assista a cena, você faz parte dela.
- Concentre-se na cena.


Avaliação: Neste jogo podemos perceber o quanto é importante a comunicação cênica através do olhar, para sabermos em qual momento o foco precisa ser direcionado. Ao mesmo tempo, precisamos atentarmos para não sermos espectadores, já que estamos fazendo parte da cena.



JOGO – PRODUTO REVOLUCIONÁRIO

Foco: Criação e criatividade, comunicação corporal.


Descrição: Cada participantes deverá vender um produto, convencer os outros à comprarem utilizando-se da blablação ou uma língua desconhecida.


Instrução: - Concentre-se no produto.
- Para que ele serve?
- Para quem ele é destinado?
- Utilizem-se dos gestos e expressões.


Avaliação: Muito interessante quando experimentamos da linguagem corporal para comunicarmos algo à outra pessoa. Mais interessante ainda quando acrescentamos uma linguagem inventada. Podemos observar que a intenção é um fator muito importante na comunicação. Não bastam as palavras para comunicar à intenção tem esse papel bastante eficaz, principalmente numa linguagem desconhecida.


JOGO – CONVERSAS FORA

Foco: Interagir com o colega, aquecimento.


Descrição: Caminhando pela sala, encontrar pessoas para conversar sobre qualquer assunto, primeiramente em duplas, trios e grupos maiores com dez pessoas. Estabelecer uma conversa grupal junto com exercícios de expressão corporal e alternâncias vocais em consonância com o movimento.


Instrução: - Caminhem pela sala.
- Encontrem um par.
- Estabeleçam um diálogo.
- Não parem de falar.
- Façam movimentos nos diferentes planos.
- Conversem em posições inusitadas.
- Alternem os diferentes sons da voz durante a conversa.


Avaliação: Atividade de aquecimento muito importante para estabelecer uma maior cumplicidade no grupo.




JOGO – ROUBANDO O FOCO

Foco: Roubar o foco do colega.


Descrição: A turma compondo um grande círculo atua direta ou indiretamente na cena proposta por um membro, até o colega “roubar” seu foco, dando continuidade ou não à cena proposta anteriormente.


Instrução: - Roubem o foco!
- Concentrem-se na cena!
- Atenção no que o colega está fazendo.


Avaliação: Este jogo possibilitou uma dinâmica no grupo, permitindo que este pudesse estabelecer um tempo único com a participação de todos integrantes, vezes interagindo com o público, vezes interagindo com outro colega.



JOGO – PALESTRANTE INTERNACIONAL

Foco: Improvisação, criação e cumplicidade.


Descrição: Em dupla, todos improvisaram uma cena em que havia um palestrante internacional (com uma língua desconhecida) e um tradutor. Após estabelecer os papéis, sem nenhuma combinação prévia, ambos deveriam apresentar uma cena.


Instrução: - Estabeleçam seus personagens e a função de cada um.
- Ouçam o que o colega está dizendo.
- Participem do jogo.


Avaliação: Nesta improvisação, pudemos perceber o quanto é importante ouvir a idéia do colega, para que haja uma sintonia entre a ação do palestrante e a do tradutor, que ambos possam caminhar a um desfecho comum, sem a combinação prévia.



JOGO – CENA DO SUSSURRO

Foco: Expressão Vocal, Sussurro.


Descrição: Criar uma cena improvisada em grupo, no qual todas as falas deverão ser sussurradas.


Instrução: - Sussurrem mais alto, deixem o ar escapar enquanto falam.
- Permitam que sejam vistos aos falar.
- Concentrem-se, a cena é sussurrada.


Avaliação: Este jogo mostrou a dificuldade e a necessidade do treino para a quebra de clichês da linguagem tradicional. Por exemplo: quando brigamos falamos alto, em uma cena sussurrada, no momento de briga tendemos a aumentar a voz. Também é um exercício bem relevante para sabermos que sussurrando da forma correta somos ouvidos, podendo assim usarmos mais este recurso para compormos um personagem em uma determinada cena.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

terça-feira, 31 de agosto de 2010

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

sTOPmoTIOn

Vídeo criado no curso de especialização em Linguagens da Arte do Centro Universitário Maria Antônia/ Universidade de São Paulo - USP na cadeira de Linguagens das Mídias Digitais sob orientação do prof° Ms. Alan Richard.

Integrantes do grupo: Alexandre Velloso, Cibele Luko, Diego Miguel e Gislaine Guerzoni.

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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

SEMINÁRIO DE GERONTOLOGIA - ZN NA LINHA

Dra. Terezinha Colaneri - Coordenadora CAS Norte, Dra. Alda Marco Antônio - Vice Prefeita de SP e Secretária SMADS, Dr. José Francisco Giannoni - Subprefeito Jaçanã/ Tremembé, Diego Miguel - Coordenador NCI Jova Rural, na mesa de abertura do evento.

Veja a cobertura completa que o site ZN na Linha fez do I Seminário de Gerontologia da região do Jaçanã/ Tremembé, evento idealizado por Diego Miguel e Daniela Nascimento Augusto, realizado pela Associação de Mulheres Amigas de Jova Rural - Núcleo de Convivência para Idosos, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social - SMADS.





Idosos do NCI Jova Rural que abriram o evento com apresentação de Musicoterapia, coordenado pela Musicoterapeuta Ana Carolina Domingos.

Conheça mais sobre o trabalho da Associação de Mulheres Amigas de Jova Rural, Clique Aqui!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

seMINÁrio de geRONTOlogia


I SEMINÁRIO DE GERONTOLOGIA

OS NOVOS PARADIGMAS DO ENVELHECIMENTO
Região Jaçanã/ Tremembé


Diante da atual transformação social e os novos paradigmas do envelhecimento, a sensibilização dos idosos, da comunidade e dos profissionais da rede socioassistencial é um dos grandes desafios para a gerontologia, visto que a condição para um envelhecimento bem sucedido envolve todos os segmentos em todas as áreas de atuação.


Considerando esta realidade a Associação de Mulheres Amigas de Jova Rural em parceria com a Coordenadoria de Assistência Social Norte - CAS Norte e Centro de Referência de Assistência Social – CRAS Jaçanã/ Tremembé, promoverão o “I Seminário de Gerontologia – Os novos paradigmas do envelhecimento”.


TEMAS:


- Os novos paradigmas de envelhecimento na sociedade contemporânea

Palestrante: Naira Dutra Lemos - Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM


- Envelhecimento ativo – um desafio para a população idosa

Palestrante: Marília Cristina Prado Louvison - Área Técnica de Saúde Saúde da Pessoa Idosa GTAE/ Secretaria de Estado da Saúde - SES/SP


- Projeto: Com maior cuidado – preservando a independência da pessoa idosa

Palestrante: Sandra Regina Gomes - Fundacíon Mapfre/ Secretaria de Direitos Humanos - SEDH

SEMINÁRIO

Dia: 12 de agosto de 2010

Horário: 13h30 às 18h

Local: Centro Educacional Unificado - CEU Jaçanã

R: Antônio César Neto, 105 - Jaçanã


INSCRIÇÕES

Período: 14 de junho à 23 de julho de 2010

e-mail: seminariodegerontologia@gmail.com
Informações: 11 2206 3766 (com solange)
11 2249 5595 (com Diego)

Contamos com a sua participação e divulgação!


GARANTA JÁ SUA VAGA!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

nelSON SCrenci em metaMORFoses



"A arte é a materialização dos anseios expressivos de uma cultura."

Nelson Screnci

terça-feira, 15 de junho de 2010

druMMond de aNDRAde

Em dia de estréia do Brasil na Copa do Mundo, a estátua do grande poeta Carlos Drummond de Andrade (RJ), amanheceu com uma intervenção.

Com a camisa número 10 da seleção brasileira e um trecho de sua poesia: "Futebol se joga no estádio? Futebol se joga na praia, futebol se joga na rua, futebol se joga na alma", extraído do livro "Quando é Dia de Futebol" - Ed. Record, que se encontra nas mãos da estátua.

Devido ao episódio de vandalismo (roubo dos óculos de bronze), foram contratados seguranças para vigiá-la e garantir assim a intervenção até as 21h.


fotos de Alícia Uchôa/ Portal G1

quarta-feira, 2 de junho de 2010

são paULO CIA De danÇA em saLVADOR


Uma das mais conceituadas companhias de dança de São Paulo estará promovendo no mês de junho uma série de atividades educativas para bailarinos e amantes da arte, no Teatro Castro Alves - Salvador/ BA.

A programação conta com a direção de Inês Bogéa e Iracity Cardoso, duas grandes referências na história da dança no Brasil.

Com certeza essa será uma oportunidade única na experimentação e vivência na Dança Contemporânea.



Se você estiver em Salvador por estes dias, Participe!

Ou se conhecer amantes desta arte na cidade, Divulgue!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

a viDA TRatadA PEla ótiCA FEMInina

CineclubeLGBT (Rio de Janeiro) traz em sua programação, ainda no mês de maio, curtas metragens com temas homossexuais dirigidos por cinco mulheres e após a sessão ainda rola uma grande festa com o DJ Great Guy.

Dentre os curtas selecionados vale ressaltar uma nova roupagem para o clássico Mary Poppins e o curta dirigido por Alice Nelson em comemoração ao 60° aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, Right to Privacy - curta escocês que integra o projeto: Os Dez Novos Mandamentos.

Saiba mais: www.cineclubelgbt.wordpress.com

domingo, 2 de maio de 2010

GENTileza geRA gentILEZA

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amOR PALavra quE LIBErta, já diZIA O PROfeta

Figura mítica do Rio, Profeta Gentileza continua vivo no imaginário popular
por Pedro Alexandre Sanches, colaborador iG Cultura 08/04/2010 15:28


São 56 escritos distribuídos pelas pilastras do viaduto do Caju, configurando um estranhíssimo ritual de boas-vindas para quem chega ao Rio de Janeiro pela rodovia Presidente Dutra, pela rodoviária Novo Rio ou pelo aeroporto do Galeão.


É certo que um profeta passou por ali, mas as pregações de cunho moral e repressivo se confundem e se misturam com uma curiosa linguagem cheia de símbolos, letras maiúsculas desenhadas em pautas verdes e amarelas, consoantes repetidas ("AMORRR", "VIVERRR", "JESSUSS") e mensagens iradas contra o capitalismo, ou melhor, o "CAPETALISMO".


GENTILEZA GERA GENTILEZA é a frase que inicia vários dos murais, terminados muitas vezes com o aviso DISSE GENTILEZA. A figura mítica do Profeta Gentileza surgiu, paradoxalmente, da tragédia do Gran Circus Norte-Americano.


Seis dias após o incêndio, José Datrino abandonou a família e o posto de dono de uma transportadora de cargas, como ele relataria mais tarde: De meio-dia a uma hora foi quando eu recebi o aviso astral de Deus de que no dia seguinte "três confirmações" eu tinha que deixar todos os meus afazeres materiais do mundo para cumprir o espiritual na Terra.


Os cabelos e a barba foram crescendo e se tornando grisalhos, uma túnica branca toda bordada de dizeres do profeta virou figurino constante, e ele passou a perambular entre os carros engarrafados no centro do Rio, de Niterói, São Gonçalo e Baixada Fluminense, depois por diversos estados do país (estão documentadas passagens de Gentileza por Paraíba, Ceará, Piauí, Maranhão, Pará, Amazonas, Rondônia, Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, São Paulo, Minas Gerais e Paraná).


Um senso estético muito peculiar orientava tudo o que ele produzia com a cabeça, as mãos e o corpo. Os estandartes que carregava pela rua eram enfeitados de flores, bandeiras do Brasil e cataventos coloridos. Os sapatos eram pintados de verde e amarelo e ornados com símbolos e siglas.


As mensagens, inscritas em traço sempre minucioso, não raro tornavam-se manifestos: NÃO USEM PROBLEMAS NÃO USEM POBREZA USEM AMORRR GENTILEZA, GENTILEZA É O REMÉDIO DE TODOS OS MALES AMORRR E LIBERDADE, e assim por diante.


Os conflitos, tensões e contradições da sociedade carioca (e brasileira) ganhavam representação espelhada na figura louca de um profeta andarilho que era, mais que isso, um artista.


Gentileza morreu em 1996, e em 1997 a Companhia de Limpeza Urbana cobriu os escritos com tinta cinza, numa ação que visava limpar a cidade de pichações.


Uma campanha pela reabilitação e recuperação da obra percorreu o Rio daí em diante e gerou até uma canção de protesto de Marisa Monte, "Gentileza" (2000), de versos como: apagaram tudo/ pintaram tudo de cinza/ a palavra no muro/ ficou coberta de tinta.


Tidos afinal como bens culturais, os 56 murais de Gentileza foram tombados por decreto do prefeito Luiz Paulo Conde, em 2000.


Em 2009, o ator Paulo José interpretou o profeta numa participação especial na novela global Caminho das Índias. A obra do artista que brotou de um circo em chamas foi reunida e analisada no livro UNIVVVERRSSO GENTILEZA, de Leonardo Guelman (Mundo das Ideias, 2009).


conheça mais sobre o universo do profeta no site: http://www.riocomgentileza.com.br/

quinta-feira, 15 de abril de 2010

arTE CIBERnética - itAÚ CULtural


A partir de 17 de abril, o Itaú Cultural marca presença no metrô de São Paulo e apresenta seis obras de seu acervo de arte e tecnologia. Trabalhos de artistas como Edmond Couchot, Daniela Kutschat, Regina Silveira e Rejane Cantoni, entre outros, fazem parte da mostra.

A exposição Arte Cibernética - Acervo Itaú Cultural nasceu de uma parceria do instituto com a Companhia do Metropolitano de São Paulo. As obras convidam os usuários do metrô a interagir com a arte nas movimentadas estações do Brás, Itaquera, República, Tiradentes, Paraíso e Sé.

Exposição Arte Cibernética - Acervo Itaú Culturalsábado 17 de abril a domingo 23 de maio de 2010todos os dias das 9h às 21hnas estações Brás, Itaquera, Paraíso, República, Sé e Tiradentes do metrô.
Acesse http://www.itaucultural.org.br/ e saiba mais sobre as ações que o Itaú Cultural realiza no campo da arte tecnológica. Ou siga-nos no twitter e fique por dentro da nossa programação: twitter.com/itaucultural. Em breve, novidades sobre a próxima edição da bienal de arte e tecnologia Emoção Art.ficial, que começa em julho.
informações 11 2168 1777 atendimento@itaucultural.org.br


imagem: Descendo a Escada, de Regina Silveira Foto: Cia de foto

quinta-feira, 8 de abril de 2010

pintuRA PERFormática - uMA (nova) EXPERiência pARA idoSOS


TÍTULO
A expressão corporal como forma de reconhecimento do corpo e movimento em oficinas de artes visuais para idosos.

INTRODUÇÃO

O aumento da expectativa de vida no Brasil, ocasionado pela admissão de hábitos saudáveis e a contribuição dos avanços tecnológicos favoreceram a oportunidade de qualidade de vida, com isso, o crescimento da população idosa é assunto de grande relevância na contemporaneidade.
Neste cenário, surgem políticas públicas voltadas à esse público com o objetivo de favorecer o envelhecimento saudável e ativo.
São programas compostos por atendimentos sócios assistenciais que além do atendimento social, cultural e à saúde visam contribuir com a preservação e prevenção da autonomia e independência, favorecendo a qualidade de vida da pessoa idosa por meio de atividades e oficinas sócio educativas.

JUSTIFICATIVA

As artes visuais, assim como as demais linguagens artísticas, proporcionam às pessoas, momentos de conhecimento, re-conhecimento, identificação e criação. Além de propor a contextualização entre os períodos, as técnicas e os conceitos pessoais e coletivos que cada obra em específico carrega em sua essência.
Pensando na grandeza das artes visuais e nos paralelos traçados entre as realidades pessoais e a realidade artística, foi proposto um Workshop de Pintura Performática em homenagem ao mês do idoso, promovido no Núcleo de Convivência para Idosos Arte de Viver (Liberdade/ São Paulo), se estendendo ao evento do Dia do Idoso promovido pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social.

OBJETIVOS

* Despertar no idoso o conhecimento e re-conhecimento do corpo e seu movimento.
* Propiciar o conhecimento básico sobre a História da Arte e os relevantes movimentos artísticos, assim como as pesquisas e vivências dos principais artistas.
* Propor a leitura do processo e das obras de Jackson Pollock.
* Estimular a emoçã o por meio dos ritmos musicais e dos movimentos, permitindo que estes sejam registrados nas obras artísticas.
* Permitir a vivência da criatividade no participante.
* Desenvolver o espírito de cooperação e o trabalho em grupo.

DESCRIÇÃO DO TRABALHO

O Workshop de Pintura Perfomática foi realizado em três momentos.
O primeiro momento foi o de reconhecimento do corpo e seu movimento através de um jogo de improvisação e expressão corporal.
Ao som da música de Chopin, os idosos andaram pelo espaço, orientados a sentir o movimento de seus pés, observando a sua postura e o movimento de seu corpo, parte a parte, observando a sua relação com o espaço. O grupo foi orientado de forma minuciosa a relacionar os movimentos cotidianos à movimentos que os levariam à uma sinestesia específica.
Trabalhando o movimento corporal nos diferentes planos e criando intenções diferenciadas, os idosos foram convidados a imaginar, ao som da música, como se através dos movimentos os corpos tingissem o espaço, com cores diferentes, inspiradas por cada intenção/ movimento.
Na segunda etapa, os idosos conheceram as obras de Jackson Pollock, assistiram um breve vídeo sobre a pintura performática e fizeram leituras das principais obras, assim como a leitura de seu processo artístico.
Ao som de Bolero de Ravel, os idosos puderam experimentar a vivência artística da pintura coletiva. Sobre uma tela com os recursos do movimento da expressão corporal, todos os participantes fizeram o registro de seu movimento.
Cada pincelada, cada “jogada” de tinta representava um determinado movimento, uma intenção e uma emoção influenciada por aquele momento, todos tiveram a oportunidade de vivenciar uma experiência com o mundo empírico.

AVALIAÇÃO

O painel pintado pelo grupo de idosos, além de muito interessante, mostra a quebra da figuração e a possibilidade de agregar novos conceitos à arte que fogem de uma narrativa, algo que remete à disponibilidade do idoso à novos conceitos, à cumplicidade e o comprometimento com o desafio.
O trabalho coletivo reforçou a autonomia individual e a autonomia do grupo, todos transitaram com sua pintura sobre a tela, com a preocupação não de apenas inserir sua marca, mas de agregá-la à marca do colega.
Aos olhos da gerontologia, algo muito importante para o fortalecimento dos vínculos sociais e da rede de suporte social para a pessoa idosa.
Após esta experiência, observando à tela, todos relataram as sensações eminentes de cada fase.
Coletivamente, o grupo concluiu que podemos estruturar as fases conforme a ordem: a primeira de reconhecimento e de sensibilidade na construção/ desenho do movimento e a beleza que ele oferece quando materializado por uma marca (a tinta).
A segunda fase, segundo o grupo, foi o momento de conhecer à técnica artística, o rompimento da pintura tradicional comprometida à técnicas da verossimilhança e a busca por uma arte pessoal, envolvida de sentimento e emoção.
A experimentação na última fase, foi algo muito interessante, assim como relatou a Sra. Aparecida – nunca imaginei brincar com a tinta, e o melhor, pintar de forma relaxada, ao som de uma boa música que envolveu meus movimentos em cada variação de ritmo, após esta vivência perdi o conceito de certo e errado na arte.
Foi um grande desafio propor algo diferente da realidade dos idosos, foi necessário buscar através da expressão corporal e jogos de improviso a cumplicidade entre os participantes, para que os conceitos da tradicional arte fosse desmistificado e se tornasse algo muito valioso para os participantes, o marco de uma vivência diferenciada, onde a racionalização não se faz presente.








* Diego Miguel, artista plástico, especializando em Arte Educação pelo Centro Universitário Maria Antônia/ USP, e pesquisador em gerontologia e arte educação para idosos. Atualmente coordena o Núcleo de Convivência para Idosos Jova Rural, serviço da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social - Prefeitura de São Paulo.

soBREVIVência - uM NOVo olhAR







terça-feira, 30 de março de 2010

domingo, 7 de março de 2010

fiGURAS da danÇA



SERVIÇO:
São Paulo Companhia de Dança
Associação Pró-Dança
Rua Três Rios, 363 - 1º andar
CEP: 01123-001 - São Paulo / SP
Tel: +55 11 3224-1380
http://www.saopaulocompanhiadedanca.art.br/

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

manoEL VEIga na naRA ROESler


Sem título ID 1286 - manoel veiga
2010
acrílica sobre tela
105 x 180 cm

Em sua exposição de estréia na Galeria Nara Roesler, Manoel Veiga traz onze pinturas inéditas. A técnica particular do artista, influência de sua formação em engenharia eletrônica com passagem pela física, consiste em apropriar-se de fenômenos da natureza (difusão, gravidade, etc.) e usar as propriedades químicas dos pigmentos para gerar o deslocamento da tinta sobre a tela, operação sem pincel que resulta na pintura final. Com a tela deitada, utiliza pigmentos, água e pulverizador para construir fluxos, através dos quais articula relações de tempo e espaço, criando um sistema que inclui o acaso.

“Nestas novas obras, busquei minimizar as bordas da tela, tentando trazer o olho para dentro da pintura, que agora sugere uma geometria ordenadora dos movimentos fluidos internos”, explica o artista. Ao introduzir na nova série o uso de gesso acrílico de preparação de tela como matéria pictórica, Veiga alcança também surpreendente luminosidade e uma variação tonal de brancos, só possível devido ao seu processo de trabalho. No texto para a exposição, o jovem crítico Pedro França, que será o coordenador dos eventos da próxima Bienal Internacional de São Paulo, intitula a série de pinturas de MVHD (Manoel Veiga High Definition). “A tinta se espalha, as cores se destacam e o espaço se introduz por difusão. Nada de pincel, nada de pixel à vista: espaço fluido, apenas, sem unidade material constituinte, imagem de um campo de imersão sem limites”.

Ao lado de sua formação acadêmica, Manoel Veiga (1966, Recife, PE), sempre esteve próximo ao campo das artes. No início, em Recife, buscou orientação do artista Gil Vicente, além de, em 1997, estudar arte em Paris. Depois quando veio morar em São Paulo, a partir de 1998, estudou História da Arte com Rodrigo Naves e Leon Kossovitch e desenvolveu estudos técnicos com Carlos Fajardo e Nuno Ramos.

O artista realizou individuais em Recife (Fundação Joaquim Nabuco, Dumaresq Galeria, etc), Curitiba (Museu de Arte Contemporânea do Paraná), Porto Alegre (Centro Cultural Usina do Gasômetro), João Pessoa (Centro Cultural de São Francisco) e São Paulo (Paço das Artes e Espaço Virgílio), e participou de várias coletivas, ente as quais, "Action Painting Today", Galeria Dengler Und Dengler Stuttgart Alemanha, 2009, “Geração da virada – 10+1: os anos recentes da arte brasileira”, Instituto Tomie Ohtake São Paulo, 2006, Centro de Arte Marnay Marnay-Sur-Seine França, 2005, “Pintura vs. Fotografia”, Paço das Artes São Paulo, 2004, “Novas aquisições”, Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães Recife, 2004.



texto extraído do site da galeria Nara Roesler
http://www.nararoesler.com.br/exposicao_sobre/mvhd